quinta-feira, 31 de outubro de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
A ARTE, O ARTISTA E A SOCIEDADE
A Arte, o Artista e a Sociedade
"Quando se fala de uma arte voltada para o povo, para a sua vida e as suas aspirações e da mensagem que o artista, com a sua obra, leva ao povo, não se pretende que, no domínio da arte e da criatividade artística, o povo seja apenas objecto e destinatário. O povo é também autor, é também criador de valor estético. A criação popular funde o talento individual com o talento colectivamente considerado." (p.111)
"A imaginação artística dos povos envolve gerações, num quase inimaginável longo processo criativo, que, mantendo vivas mesmo que não evidentes as origens, as enriquece e traduz com elementos e valores estéticos novos." (p.111)
"Arte é liberdade. É imaginação, é fantasia, é descoberta e é sonho. É criação e recriação da beleza pelo ser humano e não apenas imitação da beleza que o ser humano considera descobrir na realidade que o cerca."(p.201)
"(...)É bom que jamais percam a necessidade e o gosto de escrever, de pintar, de tocar um instrumento, de mesmo em silêncio, sem assim se chamarem, continuarem a ser artistas."(p.202)
Álvaro Cunhal
Editorial Caminho, Lisboa, 1996
Em 1996, Álvaro Cunhal publicou este ensaio sobre estética, onde apresenta ao longo de catorze capítulos as suas reflexões actuais neste domínio.
Todo o ensaio é ilustrado por reproduções de obras de arte, da pintura à escultura, da arquitectura à literatura e até à música, que o autor comenta, interpreta e utiliza como argumentos de defesa das teses que vai apresentando. Este recurso à imagem, além de tornar o livro esteticamente mais atraente, torna-o mais interessante e acessível, mesmo para os leigos na matéria.
A ideia fundamental, presente ao longo de todo o ensaio, é a de que à arte e à criatividade artística deve ser dada liberdade total e absoluta, o que o leva, inclusivamente, a criticar as políticas culturais dos países comunistas, quando estas restringiam essa liberdade.
O ensaio começa com o conceito de belo, fundamento de toda a arte. Segundo o autor este conceito não se pode fechar em qualquer tipo de definição, seja ela filosófica, científica ou outra. O belo é algo de universal, mas também de contingente, está nas coisas, mas está essencialmente no homem e no juízo (estético) que este faz das coisas.
Álvaro Cunhal considera que "é nos valores que se complementam da forma e do conteúdo que na obra de arte, o belo se revela e se comunica e que o valor estético se afirma" (Álvaro Cunhal, 1996)
A questão da forma e do conteúdo é central nas reflexões propostas neste ensaio.
Outra das ideias centrais deste ensaio é a de que o artista não pode escapar à influência da sociedade. "A influência e os reflexos da vida social na criação artística podem ou não depender da vontade do artista. Em qualquer caso são uma realidade objectiva."
O ensaio termina com um apelo, "um apelo à arte que intervém na vida social (...) um apelo à liberdade, à imaginação, à fantasia, à descoberta e ao sonho." (Álvaro Cunhal, 1996)
| "Constitui um direito à liberdade que um artista concentre exclusivamente o seu talento e a sua criatividade na busca de novos valores formais: o da cor, do volume, da musicalidade, da linguagem. Essa atitude tem conduzido a enriquecimentos e descobertas dando vida à obra por virtude dos novos valores formais conseguidos. Constitui também um direito à liberdade que um artista parta à descoberta de novos valores formais (da cor, do volume, da musicalidade, da linguagem) com o propósito de os tornar adequados e capazes de levar à sociedade, ao ser humano em geral, uma mensagem de alegria ou tristeza, de solidariedade ou de protesto, de sofrimento ou de revolta, em qualquer caso, como é de desejar de optimismo e de confiança no ser humano e no seu futuro."(pp.20-21) |
"A imaginação artística dos povos envolve gerações, num quase inimaginável longo processo criativo, que, mantendo vivas mesmo que não evidentes as origens, as enriquece e traduz com elementos e valores estéticos novos." (p.111)
"Arte é liberdade. É imaginação, é fantasia, é descoberta e é sonho. É criação e recriação da beleza pelo ser humano e não apenas imitação da beleza que o ser humano considera descobrir na realidade que o cerca."(p.201)
"(...)É bom que jamais percam a necessidade e o gosto de escrever, de pintar, de tocar um instrumento, de mesmo em silêncio, sem assim se chamarem, continuarem a ser artistas."(p.202)
Álvaro Cunhal
Editorial Caminho, Lisboa, 1996
Em 1996, Álvaro Cunhal publicou este ensaio sobre estética, onde apresenta ao longo de catorze capítulos as suas reflexões actuais neste domínio.
Todo o ensaio é ilustrado por reproduções de obras de arte, da pintura à escultura, da arquitectura à literatura e até à música, que o autor comenta, interpreta e utiliza como argumentos de defesa das teses que vai apresentando. Este recurso à imagem, além de tornar o livro esteticamente mais atraente, torna-o mais interessante e acessível, mesmo para os leigos na matéria.
A ideia fundamental, presente ao longo de todo o ensaio, é a de que à arte e à criatividade artística deve ser dada liberdade total e absoluta, o que o leva, inclusivamente, a criticar as políticas culturais dos países comunistas, quando estas restringiam essa liberdade.
O ensaio começa com o conceito de belo, fundamento de toda a arte. Segundo o autor este conceito não se pode fechar em qualquer tipo de definição, seja ela filosófica, científica ou outra. O belo é algo de universal, mas também de contingente, está nas coisas, mas está essencialmente no homem e no juízo (estético) que este faz das coisas.
Álvaro Cunhal considera que "é nos valores que se complementam da forma e do conteúdo que na obra de arte, o belo se revela e se comunica e que o valor estético se afirma" (Álvaro Cunhal, 1996)
A questão da forma e do conteúdo é central nas reflexões propostas neste ensaio.
| Se, por um lado, o autor crítica o formalismo e não resiste a fazer uma apologia da arte de intervenção, por outro, em nome da liberdade de criação artística, considera legítima a escolha de uma arte subjectivista e formal, reconhecendo o grande valor estético de algumas obras de arte oriundas desta corrente. O que Álvaro Cunhal não admite é a dogmatização e intolerância no campo da estética, que tem sido a palavra de ordem daqueles que defendem a arte pura, ou seja, o formalismo. Isto é, segundo o autor, um factor de esgotamento e empobrecimento do valor estético. Álvaro Cunhal reconhece a forma como uma componente fundamental do valor estético, mas existindo uma mensagem positiva, de intervenção, a levar à sociedade, a arte, o valor estético e mesmo a forma ganham em força, diversidade e renovação. |
O ensaio termina com um apelo, "um apelo à arte que intervém na vida social (...) um apelo à liberdade, à imaginação, à fantasia, à descoberta e ao sonho." (Álvaro Cunhal, 1996)
[ CITI ]
Arte e sociedade
Arte e Sociedade
António Pinto Ribeiro ontem no Ípsilon dedica um artigo a dizer o óbvio: que um artista não é necessariamente contestatário ou de esquerda. Isso é só e evidentemente um preconceito: como ele próprio inventaria, há artistas de todas as sensibilidades que fazem arte de intervenção, que não a fazem mas intervêm politicamente enquanto cidadãos, que são conservadores, de direita, etc.
É útil sublinhar isto, porque o preconceito existe; mas não chega fazê-lo. Se há esta variedade toda e se a sociedade a suporta é em grande medida porque tem os seus usos, nomeadamente monumentalizar diferentes interesses, ideologias ou identidades, representando-as dentro do discurso público.
Naturalmente, mesmo esta ideia do papel da arte na sociedade é apenas uma entre muitas. Poderia contrapôr-se-lhe a ideia que a arte só se representa a si mesma (que é autónoma). Mas esta discussão não é particularmente interessante porque é parcial. Qualquer artista (ou comissário ou crítico), (acredite ou não na autonomia da arte), se produz em público, se o seu trabalho é conhecido, mesmo que por uma minoria, inscreve-se em estruturas institucionais (escolas, museus, galerias, mas também estilos e modelos de remuneração). E é isso que, dentro de um discurso de esquerda, importa perceber. Não se trata de discutir facturas, estruturas hierárquicas e financiamentos esquecendo a experiência estética, mas de perceber que a experiência estética não só é gerada por este contexto institucional como ajuda a criá-lo e a legitimá-lo.
Dentro da arte e da cultura são perfeitamente visíveis os mesmos movimentos de precarização do trabalho, de celebração da desigualdade e de privatização que ocorrem na sociedade geral. Só isso chegaria para demonstrar que não há – nem pode haver – autonomia. Quando muito tem-se uma cultura a tentar distanciar-se de modos de ligação à sociedade que já não interessam tanto, que se desactualizaram.
Interessa perceber esses mecanismos que ligam a arte à sociedade. Por aqui, importaria perceber porque é o nosso discurso crítico é tão compartimentado, separando sistematicamente o discurso sobre objectos e eventos (recensões), do discurso sobre o artista (entrevistas), do discurso de comentário político e institucional (as crónicas) visíveis no próprio Ipsilon. Esta compartimentação não resulta da autonomia a priori destas categorias entre si, mas antes a enuncia e legítima no momento em que é feita.
A ARTE E SUA INFLUÊNCIA NA SOCIEDADE E NA CULTURA
por: Colunista Portal - Educação
Contudo, a arte está ligada aos fatores históricos e sociais
Pela arte, pensamentos tomam forma e ideais de culturas e etnias têm a oportunidade de serem apreciados pela sociedade no seu todo. Assim, o conceito de arte está ligado à história do homem e do mundo, porém não está preso necessariamente a determinado contexto, é essencialmente mutável.
Para exemplificar, voltemos algumas décadas no tempo e analisemos como a arte era entendida antigamente. Como será que nossos bisavôs definiriam a arte?
Possivelmente, na época, fosse difícil pensar em uma arte digital, ou no desenvolvimento de uma ciberarte (manipulação das novas tecnologias e mídias atuais para a construção de objetos artísticos), mas hoje esse fator é determinante para compreendermos a arte num sentido mais amplo e completo.
Tudo passa pelas tecnologias e a humanidade está marcada pelos desafios políticos, econômicos e sociais decorrentes de uma nova configuração da realidade, em que campos da atividade humana, estão utilizando intensamente as redes de comunicação e a informação computadorizada (SANTOS, 2006).
O conceito de obra de arte é uma construção social, não pode ser um trabalho isolado. A arte possibilita um diálogo com quem a observa, cria situações que podem se tornar desafiantes para o apreciador e, algumas vezes, os materiais utilizados na própria composição propõem uma reflexão sobre o significado da arte.
Um novo tipo de sociedade condiciona um novo tipo de arte. Porque a função da arte varia de acordo com as exigências colocadas pela nova sociedade; porque uma nova sociedade é governada por um novo esquema de condições econômicas; e porque mudanças na organização social e, portanto, mudanças nas necessidades objetivas dessa sociedade, resultam em uma função diferente de arte (KOELLREUTTER, 1997).
Contudo, a arte está ligada aos fatores históricos e sociais, mas dialoga ativamente com nossa sociedade, criando os estilos de época, e acompanhando a evolução do homem e da tecnologia.
Para exemplificar, voltemos algumas décadas no tempo e analisemos como a arte era entendida antigamente. Como será que nossos bisavôs definiriam a arte?
Possivelmente, na época, fosse difícil pensar em uma arte digital, ou no desenvolvimento de uma ciberarte (manipulação das novas tecnologias e mídias atuais para a construção de objetos artísticos), mas hoje esse fator é determinante para compreendermos a arte num sentido mais amplo e completo.
Tudo passa pelas tecnologias e a humanidade está marcada pelos desafios políticos, econômicos e sociais decorrentes de uma nova configuração da realidade, em que campos da atividade humana, estão utilizando intensamente as redes de comunicação e a informação computadorizada (SANTOS, 2006).
O conceito de obra de arte é uma construção social, não pode ser um trabalho isolado. A arte possibilita um diálogo com quem a observa, cria situações que podem se tornar desafiantes para o apreciador e, algumas vezes, os materiais utilizados na própria composição propõem uma reflexão sobre o significado da arte.
Um novo tipo de sociedade condiciona um novo tipo de arte. Porque a função da arte varia de acordo com as exigências colocadas pela nova sociedade; porque uma nova sociedade é governada por um novo esquema de condições econômicas; e porque mudanças na organização social e, portanto, mudanças nas necessidades objetivas dessa sociedade, resultam em uma função diferente de arte (KOELLREUTTER, 1997).
Contudo, a arte está ligada aos fatores históricos e sociais, mas dialoga ativamente com nossa sociedade, criando os estilos de época, e acompanhando a evolução do homem e da tecnologia.
Fonte:http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/10635/a-arte-e-sua-influencia-na-sociedade-e-na-cultura
A CRIATIVIDADE
A criatividade é considerada uma capacidade humana de grande valor universal, tudo indica que nesta competência reside a memória "RAM" biológica para o impulso da evolução humana. A memória RAM segundo Cury,(2009) é o fenómeno dos registos da memória. O que melhor descreve a criatividade é o que Sanchez (2003) referiu em seus apontamentos a criatividade é uma sublime dimensão da condição humana. É entretanto na capacidade criativa, que existe a chave da capacidade de evolução da humanidade. O mérito da expressão criativa é fruto da "complexidade" ou seja é fruto do contexto social no seu desenvolvimento natural e humano. É muito interessante contemplar os efeitos provenientes deste constructo a considerar a capacidade de um indivíduo criativo construir e reconstruir, transformando a nossa realidade. É consensual e gratificante, perceber que todos temos a capacidade criativa, deve é ser melhor desenvolvida.
Há quem defenda que a criatividade produz-se por meio da interacção entre os pensamentos de uma pessoa e um contexto sócio-cultural, há casos que pode exteriorizar-se naturalmente da própria personalidade humana, por se tratar de uma função da mente humana, por vezes também precisa ser activada por meio dos estímulos externos e internos. A criatividade representa-se de múltiplas maneiras. Segundo Gardner (1999) cada indivíduo, também apresenta o seu perfil criativo distinto, daí a dificuldade de definição do termo. O ano 1950 foi um marco histórico na reabertura do estudo da criatividade, até o exato momento não há um conceito único que a descreva, ou seja, não há uma definição exclusiva para o termo criatividade, porém fundamentais estudiosos contribuem para este conceito numa versão diferenciada que a justifica, vão denominando esta temática na sua "complexidade" como um termo multidimensional, seguem comunicando os seus resultados, ora como novas invenções, como a capacidade de análise e síntese, ora como um produto novo, ou como a resolução de problemas, ora como uma ideia nova, ou de uma teoria, enfim os componentes criativos se apresentam de formas sempre variadas e em multiplicidade. Dinamicamente a variedade ou a "complexidade" condiciona o indivíduo a ver o diferente, dai um passo para criar a originalidade. O fenómeno criatividade se manifesta em todos os setores da vida seja social, político, estético, científico, é por isto que todas as ciências apresentam uma versão diferenciada no seu conceito, condizentes com as suas próprias ideologias, agregando lhe a utilidade e individualidade de cada,(Jácome, 2011).
[[Ficheiro:Exemplo.jpg
- "o termo pensamento criativo tem duas características fundamentais, a saber: é autônomo e é dirigido para a produção de uma nova forma" (Suchman, 1981)
- "criatividade é o processo que resulta em um produto novo, que é aceito como útil, e/ou satisfatório por um número significativo de pessoas em algum ponto no tempo" (Stein, 1974)
- "criatividade representa a emergência de algo único e original" (Anderson, 1965)
- "criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; testar e retestar estas hipóteses; e, finalmente, comunicar os resultados" (Torrance, 1965)
- "um produto ou resposta serão julgados como criativos na extensão em que a) são novos e apropriados, úteis ou de valor para uma tarefa e b) a tarefa é heurística e não algorística"(Amabile, 1983)
Todo ser humano possui criatividade em diferentes habilidades. Acredita-se que a habilidade criativa das pessoas esteja de certa forma ligadas a seus talentos.
O PROCESSO CRIATIVO EM ARTES
O que é processo de criação em arte?
O processo de criação do artista é a parte mais valiosa da obra. Lógico que o produto final é importante, mas é durante o inicio e o término da obra que estão suas inquietações, erros e acertos, dúvidas e certezas, vontade de mudar tudo e o mais importante os seus questionamentos.
Todo artista se pergunta no seu processo de criação, ou pelo menos deveria se perguntar: O eu quero dizer com essa obra?
A obra final de um artista não é o ápice de sua criação, mas descobrir já durante o processo que impactos irão causar no seu público.
O artista vive a obra somente enquanto ela esta sendo produzida, pois quando é finalizada quem passa a vivencia-la é o fruidor, o contemplador de sua obra.
Os processos de criação na atualidade estão sendo cada vez mais valorizados, pois é o instante do autor com sua obra. A construção da obra é um lugar que tem vários caminhos e isso é prazeroso tanto para quem faz como para quem vê.
Mas no campo de investigação dos processos de criação, existem muitos equívocos. Primeiro, o processo de criação é antes de tudo, busca por um produto final que ainda não se sabe claramente o que é, mas que se tem uma noção de onde se quer chegar. Segundo, mostra de processos não são explicativos do que é processo. Terceiro não se deve ignorar o público assistindo. Os processos criativos são fragmentos que gosto ou mostrar onde “até aqui cheguei, mas ainda não é isso que quero” .
Talvez a palavra mais próxima que defina o que vem a ser processo criativo é possibilidades.
Assinar:
Postagens (Atom)



















