quinta-feira, 13 de junho de 2013

BIOGRAFIA E OBRAS DE ALFREDO VOLPI

             Alfredo Volpi foi artista plástico ítalo-brasileiro. É considerado um dos principais artistas da Segunda Geração do Modernismo Brasileiro.
De origem modesta, o artista não teve uma educação formal em arte. Ganhou destaque com pinturas representando casarios e bandeirinhas de festas juninas (sua marca registrada).
Alfredo Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 1896 e faleceu em São Paulo em 1988. Veio ao Brasil com seus pais, com apenas um ano e meio. Volpi nunca se naturalizou, mas seu coração era brasileiro.
           Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Sempre foi fortemente ligado à Itália, um grande admirador dos mestres pintores de sua terra natal.
Filho de operários imigrantes, operário também se tornou. Tentou a vida como carpinteiro, entalhador de móveis, encadernador, pintor de paredes e por fim pintor-decorador de paredes. 
           Aos 16 anos de idade pintava frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas; foi aos 16 anos que pintou a sua primeira aquarela. Aos 18 anos, ele pintou sua primeira obra de arte, sobre a tampa de uma caixa de charutos, usando tinta a óleo.
        O artista sempre valorizou o trabalho artesanal, construindo suas próprias telas, pincéis e tintas. Num processo típico de um pintor do Renascimento, fazia suas tintas diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol.
         Mesmo tendo nascido na Itália, Volpi é um dos mais importantes artistas brasileiros deste século. Antes de qualquer coisa, trata-se de um pintor original, que inventou sozinho sua própria linguagem. Foi um auto didata. Sua evolução foi natural, tendo chegado à abstração por caminhos próprios, trabalhando e dedicando-se a essa descoberta. Volpi brincava com as formas, as linhas e as cores. Nunca acreditou em inspiração.








sexta-feira, 7 de junho de 2013

TACHISMO




Significados de Tachismo :


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1. Tachismo

Por  (SP) em 28-04-2008
Técnica de pintura abstrata surgida por volta de 1960, em que a cor se aplica por manchas, sendo uma das manifestações da Arte Informal

TACHISMO

Tachismo  
Outros Nomes
Arte Informal

Definição



Menos que um movimento pictórico com traços facilmente reconhecíveis, o tachismo remete a uma tendência artística que finca raízes na Europa no período após a Segunda Guerra Mundial, 1939-1945. O termo - que vem do francês tache, "mancha" - é criado pelo crítico Michel Tapié no livro Un Art Autre [Uma Arte Outra] para tentar definir o novo estilo de pintura que recusa qualquer tipo de formalização, rompendo com as técnicas e os modelos anteriores. Arte informal (no sentido de sem forma) é outra designação corrente para o tachismo, às vezes também ligado à noção de abstração lírica. A defesa da improvisação, associada ao gesto espontâneo e instintivo, permite entrever as afinidades da nova pintura com o expressionismo abstrato, assim como a inspiração no surrealismo, pela valorização do inconsciente, no dadaísmo, em função da defesa do caráter irracionalista da arte e no expressionismo, que toma a imaginação como expressão direta do espírito do artista. O uso de manchas irregulares de cores remete ainda à pintura de maturidade de Claude Monet. O pintor e poeta Jean-Michel Atlan, um dos expoentes da nova tendência pictórica, define, em 1953, o caráter do projeto tachista: "A pintura para mim não pode ser derivada de uma idéia preconcebida; a parte que cabe ao acaso (aventura) é muito importante e, de fato, é este acaso que cumpre o papel decisivo no processo de criação".
A arte informal deve ser compreendida no contexto de crise mundial instaurada também na Europa do pós-guerra. Além disso, acentua-se a descrença em relação à racionalidade ocidental e à civilização tecnológica, celebradas pelas vanguardas do começo do século XX. As filosofias da crise, em especial o existencialismo de Jean-Paul Sartre, dão o tom da época no plano das idéias, reverberando nas artes de modo geral. O reexame crítico dos movimentos artísticos da primeira metade do século XX dirige o foco dos novos artistas para o cubismo, do qual é recuperada a idéia de decomposição. Mas esta, no caso do tachismo, deve ser explosiva - e não analítica como querem Pablo Picasso e Georges Braque -, refletindo-se no rompimento radical da forma. A ênfase na gestualidade coloca-se como uma tentativa de ultrapassagem tanto dos conteúdos realistas quanto dos formalismos geométricos. A convicção do insucesso do realismo socialista - que vê a arte como instrumento da luta operária - e a impossibilidade de a associação entre arte e indústria, defendida pela Bauhaus, democratizar-se estão na matriz das diversas Poéticas do Informal.
Em pintores como Hans Hartung e Pierre Jean Louis Soulages, observa-se a recusa da fórmula racionalista pela pintura apoiada no gesto. O conhecimento deriva da ação e esta se apresenta pelo traço decidido do artista que abre e bloqueia espaços na superfície da tela com o auxílio de linhas e borrões, negros e grossos, que deixam entrever o fundo por pequenas frestas e intervalos, por exemplo em T. 1947-25, 1947 de Hartung e emComposição, 1950 de Soulages. Em outros pintores, a ênfase da pesquisa recai preferencialmente sobre a matéria, como nos franceses Jean Fautrier e Jean Dubuffet, e nos trabalhos do italiano Alberto Burri e do catalão Antoni Tàpies. Fautrier se singulariza pelo desenvolvimento de uma técnica própria, que consiste em pintar uma camada de tinta sobre a outra, com a qual ele obtém espessos empastes. Sua série mais famosa, Reféns,1943 nasce da experiência como refugiado, quando assiste aos fuzilamentos dos prisioneiros de guerra pelos alemães.
Em Dubuffet, o trabalho com a matéria conhece pelo menos dois resultados. Um que se liga às Texturologias produzidas em fins dos anos 1950, que se caracterizam, como o próprio título indica, pelas texturas experimentadas com cores e materiais distintos, e apontam na direção da recusa da expressão ou da representação. Outro resultado advém da associação da matéria ao desenho, que originam figurações cômicas comoL'interloqué, 1954 - no título, evidencia-se o jogo de palavras designando aquele que está "impedido de dizer", o que, de outro modo, retoma a idéia de incomunicabilidade. Burri explora as potencialidades expressivas de maneira diferente: solda, costura e cola seus sacos, madeiras, papéis queimados, paus, latas e plásticos. Combustões, 1957 e Ferros,1958 constituem exemplos eloqüentes de seu projeto. A "pintura matérica" de Tàpies, por sua vez, tem forte sentido trágico. Os muros intransponíveis, as janelas e portas fechadas que negam qualquer acesso se relacionam diretamente com a situação política espanhola.
Em artistas como Wols, os caminhos da decomposição da forma são outros. O tom dominante nesses trabalhos - menos que o gesto ou a matéria - é o traço, a linha e a cor, que guardam relação com o lirismo de Paul Klee. A criação de signos também ocorre com o pintor e poeta Henri Michaux em O Silo, 1960, assim como em Georges Mathieu, admirador da caligrafia oriental, Cast, 1964. Na Itália é possível lembrar os nomes de Emilio Vedova, Afro, Renato Birolli e Giuseppe Capogrossi. No Japão, a arte informal tem lugar em 1950 com o Gutai Bitjutsu Kyokai [Grupo Gutai] e o pintor Jiro Yoshihara. No Brasil, as obras de Manabu MabeTomie Ohtake e Flavio-Shiró parecem se ligar ao tachismo ou ao abstracionismo lírico, que conhecem adesões variadas entre nós, emCicero DiasAntonio Bandeira e Iberê Camargo.

Atualizado em 07/02/2012

PINTURA

Pintura é a atividade artística que consiste na aplicação de pigmentos coloridos (tintas) em um plano bidimensional, geralmente em uma superfície previamente preparada para tal uso.

A superfície de aplicação dos pigmentos também pode variar, desde murais e paredes até as telas próprias para pintura.



TEORIA DAS CORES



As cores fazem parte do nosso dia a dia impregnadas de simbologia e significados. Na natureza estão distribuídas harmoniosamente inspirando o homem na hora de sua aplicação nas artes, na moda, publicidade, etc.
Para melhor dominar o seu uso enquanto pigmento, identifique suas características, efeitos, harmonia e temperatura.

PRINCIPAIS CORES

Cores Primárias:
O amarelo, o azul e o vermelho são cores primárias. Ou seja, elas são puras, sem mistura. É a partir delas que são feitas as outras cores.


Cores secundárias:
O verde, o laranja e o roxo são cores secundárias. Cada uma delas é formada pela mistura de duas primárias.


Cores terciárias:
As cores terciárias são resultante da mistura de cores primárias com secundárias como exemplificado nas misturas abaixo.


Cores neutras:
O preto o branco e o cinza, em todas as suas tonalidades, claras ou escuras formam as cores neutras. As demais cores, quando perdem o seu colorido pela excessiva mistura com o preto, o branco ou o cinza, também se tornam cores neutras. As mais comuns são o marrom e o bege.

EFEITOS CROMÁTICOS
Manipulando as cores é possível obter diversos efeitos cromáticos. Entre eles destacam-se os seguintes:
Monocromia:
Corresponde à variação tonal de apenas uma cor com nuanças para o claro quando misturada ao branco ou para o escuro com a obtenção do acréscimo do preto.


Policromia:
Ocorre numa composição com a combinação de mais de três cores organizadas separadamente.


Tonalidade:
É a variação tonal de uma cor, que pode ser conseguida num processo de escala ou dégradé.
Matiz - é a característica que define e distingue uma cor. Vermelho, verde ou azul, por exemplo, são matizes. Para se mudar o matiz de uma cor, acrescenta-se a ela outro matiz.

TEMPERATURA DAS CORES
Cores quentes: São as cores que transmitem calor, alegria e luz, a exemplo do amarelo, laranja e vermelho.
Cores frias:
Caracteriza-se pelas cores menos vibrantes, melancólicas, calmas comum do verde, roxo e azul.


HARMONIA CROMÁTICA
Cores análogas:
São as cores que não apresentam contraste entre si. Elas são constituídas de uma base cromática em comum. São vizinhas no disco cromático.


Cores complementares:
São cores contrastantes entre si. Nelas não há pigmentos em comum, por isso quando misturadas formam, completam a soma de todas as cores. No disco cromático estão localizadas em posição oposta.


VÍDEO REALISMO SOCIAL