quarta-feira, 21 de março de 2012

UMA MENTE BRILHANTE: A REPRESENTAÇÃO DA FIGURA DO DOENTE MENTAL NO CINEMA
Davi Querino da Silva[1]

Este artigo apresenta uma análise e reflexão do filme: Uma Mente Brilhante, destacando a representação da imagem da loucura, portanto no que concerne a percepção imagética acerca da suposta visão dos cineastas e de uma literatura relevante a temática.
Uma série de filmes vem à mente, porém destaca-se aqui o que enfoca a figura do “doente mental” em vários momentos. Geralmente o dito “louco” é caracterizado pelo descontrole, impossibilitado de uma vida social contrapondo-se aos conhecidos como “normais”. Os filmes discutem padrões de estereótipos, a desconstrução da imagem estereotipada da insanidade mental é primordial para destruir preconceitos e garantir os direitos do sujeito que sofre com esses transtornos. Se fosse possível traçar uma breve classificação dos modos como são postos em cena: teríamos filmes que trariam a doença mental como patologia biológica, cultural e como momentos. Nesse inventário, o que distingue o “louco” do “não louco”, do “normal” do “anormal”? Desse modo, passa-se a questionar e refletir sobre como o “louco” é visto pelo cinema.
Metodologicamente foi pertinente um estudo do referencial teórico sobre o filme e a temática abordada, a partir da leitura da “Historia da Loucura” de (Foucault,1978), é aceitável compreender que a concepção de loucura pode variar, dependendo dos valores sociais, relações de poder dentre outros fatores. O cinema e a literatura são arquivos documentais que trazem e fomentam discussões sobre a subjetividade humana.
O filme Uma Mente Brilhante (EUA, 2001, direção: Ron Howard ), traz na sua estética a doença mental, a genialidade de John Nash, matemático que aos 21 anos formula um teorema que o tornou aclamado na sua área de atuação. Mas em pouco tempo torna-se um homem atormentado, tendo constantes alucinações, diagnosticado como esquizofrênico, e após anos de luta consegue reverter esse quadro, sendo premiado com o Nobel. Nash era obcecado pelo perfeito e racional ao extremo. Esse foi um dos fatores que o afastou das outras pessoas, vivendo isolado.
Na universidade, sentia-se um fracasso, era igual a todos, no entanto tinha mania de grandeza, objetivava ser brilhante sempre, na idéia de encontrar a teoria original que o colocasse em destaque. Quando aparece (o seu amigo Charles) que o aconselha a procurar ou buscar respostas observando às pessoas, a paisagem, a natureza e não preso entre quatro paredes, com o elevado ego.
Mas foi Alicia na aula de matemática ministrada por ele que o chamou atenção, pela forma singela, simples como ela tornara as coisas e até os problemas ou equações matemáticas mais fáceis. Eles se apaixonam, casam e tem um filho.
Tudo aparentemente estava bem, John trabalha muito, até que se descobre que havia algo fora do comum. Quando começa a ter delírios, alucinações, Alicia é forçada a interná-lo em um hospital psiquiátrico, quando é diagnosticado como esquizofrênico.  A esquizofrenia é uma clivagem do ego, em outra concepção ( NASAR, 2006) pode ser uma doença do raciocínio nas fases iniciais.  No inicio do século XX, os grandes estudiosos da doença observaram que os pacientes incluíam pessoas com mentes brilhantes, que os delírios, nem sempre apareciam com o distúrbio.
O filme segue com uma série de desafios, John luta contra a suposta doença e contra o preconceito. John Nash se “cura” na medida em que foi capaz de discernir entre: o real e alucinação. Quando percebeu que a “menininha”(visível apenas na imaginação dele) não crescia.  A função do ego do personagem, provavelmente seu senso de percepção do mundo estava alterado, tendo as alucinações, isto é, a vida de decodificador secreto não existia e seus pensamentos transformaram-se em delírios. Ao orientar-se psiquicamente e alo psiquicamente, conseguiu controlar os momentos de neuroses e/ou psicoses.
O filme chama-se Uma Mente Brilhante devido o paciente discernir o que fazia parte do contexto real e o que estava no campo alucinatório. Ele continuou sentindo alguns “sintomas”, porém passou a ter consciência da realidade e aceitou, culminando com a superação dos efeitos dos sintomas. O sintoma é uma saída, uma produção que precisa  ser positivada, contemplada em sua dimensão de resposta a um momento de crise ( KRUTZEN, 2008).
Na cena em que os “amigos” imaginários de John, instigam matar a sua esposa, ele volta à realidade lutará contra isso, e começa a se tratar. Esse voltar à realidade é a atuação das funções e dos mecanismos de defesa do ego. Nesse momento é perceptível que John Nash teve consciência do que estava acontecendo, ou seja, há uma ação do ego e do superego nesse processo. O fator importante no processo de “tratamento” do paciente foi o seu mecanismo de defesa, que em algumas instancias pode ser entendido como um surto psicótico ou a neurose e a consciência dessa fase pela qual estava passando.
O filme apresenta uma narrativa muito fragmentada e por vezes sem nexos. O espectador perceberá que se trata de alucinações, praticamente na metade da narrativa.
O filme foi baseado em um livro de Sylvia Nasar, e roteirista Akiva Goldsman.
É interessante observar que o filme, traz em seus elementos o louco como individuo que tem ou teve uma atividade na vida social, contradizendo a concepção de que alguém que aparenta um distúrbio ou momentos de psicoses seja incapaz de exercer uma profissão ou de conviver com as outras pessoas. No final do filme, o personagem John Nash diz para Alicia em público: Sempre acreditei em números, em equações e na lógica que leva a razão. Mas depois me pergunto: o que é mesmo a lógica, quem decide o que é racional? O delírio e de volta então fiz a descoberta mais importante da minha vida, a descoberta nas equações do amor, onde alguma lógica existe. Estou aqui por sua causa, você é a razão pela qual  existo, você é minha razão.
A análise e as pesquisas cinematográficas acerca de Uma Mente Brilhante apontam para que a representação da imagem do doente mental é entendida como momentos de psicoses e neuroses. Esses não devem ser entendidos como patologias, pois a psicanálise e a psicologia analítica entendem que esses surtos fazem parte do humano, é uma maneira de defesa de re-estabilizar algo que não está funcionando bem ou alterado. No filme Uma mente Brilhante, John Nash era um neurótico obcecado pelos teoremas matemáticos e tinha alucinações. O personagem se cuidou ou deixou que o cuidasse, quando conseguiu distinguir o “ real’ das alucinações e fantasias. Possivelmente por ter encontrado alguém com quem pode compartilhar a sua dor (o conectar-se, está em rede). John não deixou de ver seus “fantasmas” ou seus amigos imaginários, apenas aprendeu como enfrentar essas fases de sua vida. O espectro cinematográfico nos leva a supor que história de John Nash discute a genialidade, a loucura, o amor e um novo despertar.

Palavras-chave: Cinema, arteterapia e loucura.



[1] Artista Plástico, arte/educador, graduado em Educação Artística (Artes Plásticas) –UFPB,
Aluno da Especialização em Arteterapia em Saúde Mental- UFPB e da Especialista em Artes-FIJ

O IMPRESSIONISMO

              O Impressionismo foi um movimento  artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Teve inicio na França 1860 e durou até 1886. O  impressionismo foi um movimento em que o artista representava a imagem através de pequenos pontos, usando pinceladas rápidas e curtas, com várias cores, captando a luz do momento que passa incisa sobre um determinado objeto.
Com o advento da fotografia que irá fazer o papel de retratar a realidade, a pintura precisa tomar um novo rumo, surge o impressionismo.

             O termo impressionismo originou-se na obra de Claude Monet “ Impressão do sol nascente ou Impressão do nascer do Sol”.

                                          Claude Monet, "Impressão do Sol Nascente"

                Impressionismo vem de impressão> dar apenas a impressão de que pinta, sugere uma imagem, é como uma fotografia desfocada, tremula.

CARACTERÍSTICAS:
As figuras não devem ter contornos nítidos;  As sombras devem ser luminosas e coloridas;
Ausência de perspectiva, e mistura de cor de forma óptica.

PRINCIPAIS ARTISTAS:
Edward Manet, Claude Monet, Edgar Degas, Pierre Auguste Renoir, Sisley etc.

Pissarro


edouard manet 

Claude Monet

Claude Monet

Pierre August Renoir


terça-feira, 20 de março de 2012

ARTE CINÉTICA

O termo arte cinética está etimologicamente ligado à ideia de movimento.
O termo costuma ser usado para designar um tipo de escultura que incorpora um motor ou as que são dirigidas por fluxos de ar.
A primeira mostra de Arte Cinética foi realizada em 1955 pela galeria Denise René, de Paris, intitulada de "Le Mouvement" reuniu trabalhos de Calder, Duchamp, Agam, Pol Bury, Tinguely e Yves Klein.

O Pintor e Escultor Americano Alexander Calder (1898-1976) foi um dos pioneiros em incorporar movimentos reais às suas Esculturas como também podemos
encontrar alguma semelhança mesmo que distante na "Antecâmara Realizada Para Apartamentos do Palácio do Elysée" de Yaacov Agam, porém Bava Ubi um dos expoentes mais significativos no contexto nacional quase também assimilou de maneira constante aquelas formas aplicadas por Calder.

                                                          Alexander Calder

                                                    Alexander Calder

                                          Alexander Calder

ABSTRACIONISMO


         A pintura abstrata é aquela  cujas formas e cores não possuem relação direta com as  da realidade visual, em outras palavras, nada representam, nada descrevem ou narram figurativamente.
      No abstracionismo informal, as formas e cores são criadas impulsivamente,  predominando os sentimento. É uma pintura gestual, da livre expressão.

      No abstracionismo geométrico, as formas e as cores estão submetidas à disciplina geométrica.


                                          Piet Mondrian 


PRINCIPAIS ARTISTAS:
Wassily Kandinsky, Piet Mondrian,Paul Klee  dentre outros. 

                                            Wassily Kandinsky,

                                            kasimir malevich

CINEMA DADAÍSTA E SURREALISTA


CINEMA

“Cinema ( abreviação de cinematografo) do frances cinematoghaphe= movimento e escrever= logo é a técnica de projetar fotogramas  ( quadros) de forma rápida e sucessiva para criar a impressão de movimento, bem como a arte de produzir obras estéticas, narrativas ou não, com está tecnica.”
Cinema pode se referir ao conjunto de pessoas que trabalham na industria cinematográfica,ou ainda á sala de espetaculo onde são exibidas obras cinematográficas.
O cinema irá apresentar narrativas emprestadas de outras linguagens artisticas, como o teatro, a literatura, novela e até mesmo da propria pintura. Cinema é uma forma  de comunicação e conhecimento, é memória e ressignificação.
Os inventores do cinema: os irmâos Lumiere.

A Incorporação do cinema pelos dadaístas e surrealistas.
                Tanto o dadaísmo quanto o Surrealismo incorporaram o cinema em suas poéticas; por se diferenciar da pintura ou de outras categorias artísticas, o cinema envolve o processo sonoro-visual,capta a imagem instantânea em movimento. O cinema dadaísta e surrealista não é de se considerar narrativo, ou seja,não conta necessariamente uma história; possui um caráter mais fragmentado,sem lógica.
A intenção é envolver o processo do inconsciente e consciente.
Assim como nas categorias: pintura, escultura/objeto e fotografia,o Dadaísmo e Surrealismo mudaram a narrativa de se fazer cinema, valoriza a experiência da imagem.
Cineastas:René Clair, Marcel Duchamp, Man Ray dentre outros.

OS ARTISTAS E O MEIO



meio ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas ocorrendo na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos.
É o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

Os artistas também se preocupam com o meio  ambiente.
Alguns artistas realizam intervenções ,ou simplesmente propõem a modificação do espaço, com a intenção de levar a arte para fora dos museus, aproximando a arte do cotidiano das pessoas. 
                                                     curtis-killorn



                                                 Jonna-Pohjalainen-


                                             Samuel François.

quarta-feira, 14 de março de 2012

ARTE NO EGITO

Uma das principais civilizações da Antigüidade foi a que se desenvolveu no Egito. A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo.
Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente.


ESCULTURA
                Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam as proporções do corpo humano, dando às figuras uma impressão de força e de majestade.



PINTURA

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.

Suas características gerais são:
* ausência de três dimensões;
* colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e
* Lei da Frontalidade – A  pessoa era representada com tronco sempre de frente e os demais membros de perfil.



ARTE NA MESOPOTÂMIA

Os povos mesopotâmicos são as civilizações que se desenvolveram na área das terras férteis localizadas entre os rios Tigre e Eufrates, denominada comumente "Mesopotâmia".
A arte para homenagear seus reis= crônica de batalhas;
localização: vale entre dois rios;
Sem pedras, suas edificações eram em barro;
Primeiros urbanistas: torre de Babel, os jardins suspensos, zigurates e cidades muradas.
A ARQUITETURA, mais desenvolvida das artes, não era porém tão notável quanto a egípcia.



Na pintura os artistas se utilizavam de cores claras e reproduziam caçadas, batalhas e cenas da vida dos reis e dos deuses.


A produção de objetos de cerâmica alcançou importante desenvolvimento entre os persas, que utilizavam também tijolos esmaltados.
Além disso, na Mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes.

ESCULTURA

Muitas obras de escultura mesopotâmica se perderam por terem sido executadas em argila. Estátuas de pedra ou outros materiais mais resistentes são raras, e representam sempre a realeza ou altos dignitários.



POP ARTE



POP ARTE
                Nasceu na Inglaterra,mas se
 desenvolveu nos EUA;
A pop arte expressa a cultura de
 massa e a sociedade de consumo;
Retrata o folclore urbano;

TEMAS: Publicidade,cinema,
 celebridades, supermercado,
 fast-food,etc.


A pop Arte  a ícones os mais
crassos objetos de consumo,
como Hambúrgueres,louça
sanitária, cortadores de grama,  estojos de batom,Pilhas de
espaguete e celebridades como
Elvis Presley.

ARTISTAS DA POP ARTE:
Andy Warhol,  Roy Lichtenstein, Claudio Tozzi, dentre outros.









OP ARTE

A arte op ou “ótica”, foi desenvolvida em meados dos anos sessenta Pela pintora inglesa Bridget Riley, pelo franco-húngaro Victor Vasarély e pelos americanos Richard Anusszkiewicz e Lawrence Poons.

Esse estilo combina cor e motivos abstratos para produzir ilusões óticas
 de movimentos pulsantes.










Apropria-se dos estudos da física
para efeitos de ilusão óptica;
Referencia à instabilidade do mundo: tudo muda a cada instante;Objetivo: menos expressão e mais visualização;

Característica: jogos de cores e formas,luz e movimento. 

SURREALISMO

O Surrealismo foi um movimento artístico que
representa os sonhos e os pesadelos.


               
O surrealismo foi inicialmente literário depois incorporou as artes plásticas, esse movimento foi proposto pelo poeta francês André Breton.
Breton definiu o termo como “ o pensamento que é expresso na ausência de qualquer controle exercido pela razão e alheio a todas considerações morais e estéticas “
Se interessavam pelas ideias de Freud tais como o medo da castração, os fetiches e o sinistro.

TIPOS DE SURREALISMO:
Ø  Surrealismo figurativo
Ø  surrealismo Abstrato. 






segunda-feira, 5 de março de 2012

DADAÍSMO

O  Dadaísmo foi um movimento artístico e anti-artístico que surgiu em Zurique no ano de 1916.
O surgimento do termo Dadaísmo vem da palavra Dada. Em uma das reuniões dos artistas no Cabaré  Voltaire,um dos representantes abriu um dicionário francês a primeira palavra vista foi
Dada que em português significa cavalo,cavalinho, cavalo de brinquedo ou cavalo de pau ou simplesmente nada, pois pouco importava o significado da palavra para o contexto dadaísta.
A partir do dadaísmo tudo pode ser arte e nada é arte. Dadaísmo é contradição, privilegia a zona psíquica inconsciente, satiriza a sociedade, segundo esses artistas não haveria motivo para se ter razão diante dos horrores da guerra.
os artistas dadaístas se apropriavam de  objetos comuns do cotidiano e os elevavam ao contexto ou universo da arte ,os Ready-mades( objetos –prontos), atribuindo status de arte. 


DESLOCAMENTO DO OBJETO    DE
                ESPAÇO E  FUNÇÃO




Objeto/lugar                           Função
Urinol/ banheiro       =             urinar
Urinol/ Galeria de Arte =      apreciação,
                                        Estética,conceito


PRINCIPAIS ARTISTAS:
Marcel Duchamp, Man Ray,Francis Picabia, Jean Harp, Hannah Hoch , Tristan Tzara, Hugo Ball dentre outros.







ROCOCÓ

               O  Rococó  é um estilo  artístico que surgiu na França como desdobramento do Barroco,mais leve e intimista que aquele e usado  inicialmente em decorações de interiores.
              Desenvolveu-se na Europa do Século XVIII, durou até o  inicio do Neoclássico,por volta de 1770,  espalhou-se  na parte Católica da Alemanha ,na Prússia e em Portugal.
O termo Rococó deriva do francês rocaille, que significa “ embrechado”, técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidros utilizados na decoração de grutas artificiais.
                Na França o Rococó é também chamado de estilo Luis XV e Luís XVI
CARACTERÍSTICAS
. Uso abundantes das formas curvas e   muitos elementos decorativos, tais como conchas,laços , flores.
. Possui beleza, caráter intimista,elegância, alegria,bizarro, etc.